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terça-feira, 27 de maio de 2014

A Maior Galera De Arte À Ceu Aberto Do Mundo

Um dos maiores objetivos da arte de rua é transformar o triste cinza da cidade em arte.
É partindo deste princípio, que a maior galeria a céu aberto do mundo, funda suas raízes.
A East Side Gallery possui notoriedade tanto pelo seu tamanho quanto por seu valor histórico.
Isso porque a galeria fica em pleno o Muro de Berlim, na Alemanha!
Para quem não sabe, o muro de Berlim foi construído 1961 para separar a Berlim Ocidental da Berlim Oriental. Suas fronteiras eram fortemente vigiadas dia e noite, ficando conhecidas como a “faixa da morte”.
Após a queda do muro, desde 1990, diversas pessoas começaram a documentar a mudança na história do povo alemão, de maneira a registrar os novos ares de liberdade e esperança que invadiram o país.
O resultado é uma galeria pública, de 1.316 metros de extensão, no lado leste do antigo muro de Berlim, que foi preservado da demolição
A galeria é tida como um monumento histórico, que marca a reunificação da Alemanha de forma pacífica. Todos os anos, mais de três milhões de pessoas visitam a galeria que é composta por 105 pinturas de artistas de vários lugares do mundo.
Entre os principais artistas que já demarcaram o muro estão Jürgen Grosse "INDIANO", Dimitri Vrubel, Siegfrid Santoni, Bodo Sperling, Kasra Alavi, Kani Alavi, Jim Avignon, Thierry Noir, Ingeborg Blumenthal, Ignasi Blanch i Gisbert, Kim Prisu, Hervé Morlay VR e outros.









Via Mistura Urbana

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Arte gráfica em bueiros vira moda no Japão


O Japão é um país que transpira arte. E para quem não sabe, no país do sol nascente existe uma obsessão bem único: estilizar tampas de bueiros.

Tudo começou em 1985, quando um burocrata do alto escalão do Ministério da Construção Civil surgiu com a proposta de permitir que os municípios pintassem suas próprias tampas de bueiros. O objetivo era simples: sensibilizar a população sobre a importância de projetos de esgotos e torná-los mais palatáveis para os contribuintes.

Hoje existem quase 6 mil bueiros artísticos em solo japonês.


Confira alguns:











Fonte: Hypeness

sexta-feira, 21 de março de 2014

#EntrevistaDoMês - Coletivo de graffiteiros de SP representa a arte urbana brasileira no maior festival de jazz do mundo


O Grupo OPNI - coletivo de graffiteiros de São Mateus, zona leste de São Paulo - irá representar a arte urbana brasileira em Nova Orleans, nos Estados Unidos, durante o 45º "New Orleans Jazz & Heritage Festival", considerado o maior festival de jazz do mundo, que acontecerá entre 25/04 e 04/05 de 2014.

O festival é um dos eventos culturais mais conhecidos do EUA e todo ano divulga a diversidade cultural presente em Nova Orleans, cidade com forte influência de cultura africana e conhecida como a capital do jazz.

Na edição deste ano, o "Jazz Fest", como é conhecido, homenageia o Brasil com um espaço especial para a nossa cultura: o "Cultural Exchange Pavilion", onde alguns artistas convidados irão demonstrar suas músicas, artes, danças e muito mais.

A New Era Brasil entrevistou um dos fundadores do Grupo OPNI quanto à participação do grupo neste evento e sobre a responsabilidade de representar a arte urbana brasileira no maior festival de jazz do mundo.


Confira nosso bate-papo:


1 - A New Era Brasil gostaria de saber mais sobre o projeto Favela Jazz. A apresentação em Nova Orleans será a primeira etapa.  Vocês já possuem uma próxima etapa em mente?
R: Nós temos várias ideias, mas o conceito em si do projeto é fazer um registro de todo esse momento, da experiência, que é muito rica, para podermos dar uma devolutiva, que talvez seja com exposições. Temos também um projeto musical com a banda Conde favela (ritmo com uma bela mescla de musica negra e arte urbana), num formato meio workshop. É um universo muito rico!

2 - O Jazz não é um estilo de música muito difundido no Brasil, ao contrário dos EUA. Caso o projeto Favela Jazz também aconteça aqui, como vocês pretendem dialogar com público brasileiro?
R: Nossa ideia é justamente popularizar o jazz, fazendo com que o povo preto e pobre o conheça, porque é dessa classe que ele surge. O jazz tem essa parada de ser refinado, uma música da classe alta. Mas somos nós quem o fazemos! Falamos assim de uma forma mais universal e além disso, neste projeto trabalhamos mesclando o jazz com a arte urbana. Não somos entendedores do jazz, nem da música, apenas a sentimos. Então é dessa forma... Fazendo com que as pessoas sintam mais, conheçam a sua história, e se apropriem dela!


3 - Assim como nas ruas, os festivais geralmente contam com grande movimento de pessoas. Podemos esperar algo parecido com o percurso "Galeria a Céu Aberto" no New Orleans Jazz & Heritage Festival?
R: O graffiti possibilita uma coisa muito importante nos dias de hoje, que é a troca de experiências, o intercâmbio, que hoje está se tornando cada vez mais distante. Existem muitas grades, muitos prédios. É um mundo muito individualizado, cada um dentro do seu smartphone ou seu PC. Então dentro da nossa caminhada já vimos que a o graffiti é universal porque ele está na rua e dialoga com todos os públicos: com o rico, o pobre, o novo e o velho. Então a arte urbana dialoga e interage com todos, diferente da arte que está dentro de uma galeria, onde não são todos que irão ver. 

4 - Como vocês se sentem ao representar a arte urbana brasileira neste festival, que reúne diversos e diferentes elementos da nossa cultura?
R: Obviamente que a gente fica feliz por ser escolhido entre tantos artistas bons que temos aqui. Mas também levamos em consideração que muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, desde sermos convidados ao maior festival de jazz do mundo até apanhar da nossa própria polícia. Essas são as contradições. Mas o que chama muita atenção nesse convite é o fato de que as pessoas que estão ao seu lado não te valorizam e não dão oportunidade para você expor seu trabalho. Mas essas interações podem vir de qualquer lugar do mundo, por isso precisamos expandir e tentar levar nosso trabalho ao máximo de pessoas possíveis. Às vezes estamos sozinhos dentro do nosso quarto, mas existem em diversos lugares do mundo, pessoas pensando como você, e por isso existe a necessidade de soltar o sentimento de alguma forma em algum lugar.


5 - O Grupo OPNI tem forte relação com a cultura afro-descendente, assim como o Rap e o Jazz. Vocês vêem, de certa forma, seus trabalhos influenciados pelo Jazz?
R: Com certeza a nossa influência está totalmente ligada à musica negra, ainda mais quando gente vê de onde surge esse tipo de música. Temos que dar uma continuidade a tudo isso. Muitos sofreram e até morreram por nós, e agora é nossa vez de fazer algo também. Então o que notamos é que estamos interligados em muitos sentidos que às vezes vai além do movimento cultural que você faça parte.

6 - O que quer dizer a sigla OPNI?  Em 17 anos de existência, vocês conseguem eleger um momento divisor de águas para o grupo? Ou um trabalho de destaque?
R: Hoje pra gente OPNI é um grito que representa vidas, histórias, lutas, glórias, tristezas e felicidades. Quando iniciamos era Objetos Pixadores Não Identificados, por conta dos OVNI (Objetos Voadores Não Identificados). Aí vieram outros significados como: Os Policiais Nos Incomodam, O Povo Nada Impõe, O Principal Não é Ibope, Orai Pelos Nossos Irmãos. Tivemos vários significados que íamos colocando em nossos graffitis, por isso hoje é tudo em apenas um o nome: OPNI!

Em São Mateus temos uma preocupação em tentar trazer melhorias, trazer mais respeito para nossa comunidade. As pessoas estão precisando de vida. O que iremos conseguir não sabemos. A única certeza é que precisamos tentar fazer algo! Talvez quando identificamos isso, foi o nosso divisor de águas. Temos vários divisores de águas, talvez todo dia tenha um! Porque às vezes fazemos trabalhos com mais destaque, ou maior no sentido de estrutura. O que achamos de extrema importância é a necessidade, para pagarmos nossas contas, e continuarmos fazendo nossas ações, nas quais não temos apoio. Mas com o tempo vamos identificando que estamos muito apegados em coisas simples, que talvez sejam muito maior do que um grande evento, como um olhar e um sorriso sincero de uma senhora da nossa comunidade. Ou como um abraço de uma criança, e ouví-la dizer obrigado por pintarem meu muro, eu amo vocês! 

Mais sobre o Grupo OPNI:


O Grupo OPNI, fundado em 1997, possui um trabalho característico: em suas ações culturais retratam o cotidiano periférico, realizando murais e exposições “artivistas”. Um dos principais projetos do Grupo OPNI é a “Galeria a Céu Aberto”, onde os artistas mantém desde 2009, em sua comunidade de origem, um percurso repleto de intervenções, são ruas e vielas graffitadas que inspiram comunidades e ressignificam um território marcado pela pobreza e exclusão social.

A relação com a cultura afro-brasileira é uma característica marcante nos trabalhos do Grupo OPNI. Destacam-se as ações realizadas junto a comunidades tradicionais e grupos de samba, através do projeto “Esse Graffiti vai dar Samba”, tais como o “Berço do Samba de São Mateus”, “Comunidade Toca da Onça”, “Samba da Maria Cursi”, “Tia Cida”, “Quinteto em Branco e Preto”, “Pagode da 27”, “Samba da Vela”, entre outros...

Em sua trajetória de 17 anos, o Grupo OPNI: fundou a Rede São Mateus em Movimento, maior articuladora cultural na região (2008); participou da 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art no MUBE (2010); interpretou os painéis “Guerra e Paz”, de Cândido Portinari, no encerramento da exposição em São Paulo (2012); recebeu o prêmio de melhor grupo de graffiti no “1º Prêmio Mundo da Rua” (2012); customizou o tênis do astro americano de basquete, Kobe Bryant, a partir de um convite da marca Nike (2013); recebeu o prêmio do edital PROAC HIP HOP nº35/2013 com o projeto “Galeria a Céu Aberto de São Mateus: Graffiti e Rodas de Conversa” (2013).

Site do Grupo OPNI: www.grupoopni.com.br
Facebook do Grupo OPNI: www.facebook.com/grupoopni
Site do Festival: http://www.nojazzfest.com/

Contatos:
(11) 7882-8634 (Aluízio)
(11) 2015-0763 (Leila ou Ana)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Concurso Cultural Grafite na Cabeça!

Que tal ir ao Jonny Size Festival na faixa e ainda customizar bonés no lounge New Era?

O evento vai acontecer em Londrina (PR) no dia 15 e nós vamos te dar um convite, um kit New Era e a oportunidade de apresentar sua arte pra galera!

Grafiteiros, enviem suas artes para newera.jsfestival@gmail.com, serão selecionados 2 artistas!


Bora?

terça-feira, 7 de maio de 2013

A arte louca do Aryz!


A New Era gosta sempre de te deixar atualizado no mundo dos artistas de rua. Por isso, dessa vez, trazemos a arte do Aryz, diretamente de Barcelona, Espanha. O artista já colaborou com famosos grafitteiros Os Gêmeos. Suas personagens estranhas e até, em alguns casos, assustadoras nos cativaram na  hora!

Aryz faz normalmente pintura de grande escala em murais ou fachadas de edifícios, retratando personagens fora do comum, sejam elas pessoas, aliens, animais ou mesmo esqueletos. A cor e a atenção aos detalhes são marcas de seus trabalhos, feitos, na maioria das vezes, usando rolos de pintura e tinta de spray. Melhor do que falar, é dar uma olhada na arte do cara. Saca só:







Fonte: Hypeness

terça-feira, 9 de abril de 2013

Conhecendo o artista Regan Tamanui


Regan Tamanui é um artista diferente no que se diz respeito a Street Art. “Haha”, como é conhecido, tem sido descrito como um dos mais famosos artistas de “estêncil”.

O estêncil (do inglês stencil) é uma técnica usada para aplicar um desenho ou ilustração que pode representar um número, letra, ou qualquer imagem, através da aplicação de tinta, aerossol ou não, através de um molde feito em papel.

“Haha” ataca ruas e galerias com sua marca única de arte, recortes stencils direto de jornais e fotografias, faz intervenções surpreendentes. Conseguiu elevar o graffiti e sua arte do stencil para toda cultura de seu país.

Australiano, o artista se baseia na cultura popular e história do país. Hoje é representado por três galerias comerciais e produz imagens realistas com precisão intensa.

Veja algumas fotos:







quinta-feira, 28 de março de 2013

Grafite 3D!


O grafiteiro, escultor e pintor Manuel Di Rita, mais conhecido como Peeta, trabalha na cidade de Veneza, onde desde 2000 ganhou fama internacional por seus graffitis diferentes, seus graffitis 3D.

Usando sombras, seu trabalho muitas vezes parece estar flutuando perto da superfície onde foi pintado. Confira abaixo algumas das obras do cara!





Genial!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O melhor do ano do graffiti de NY

Quando se fala de graffiti, poucas cidades se comparam a Nova York. O site Complex fez uma lista com os melhores momentos de 2012, e a gente trouxe pra vocês curtirem e se inspirarem.
Gigantesco mural pintado por How & Nosm na parte entre o rio Houston e o Bowery. Milhões de pessoas passam por lá diariamente.
Lewy grafita a Brooklyn Bridge. Isso criou manchetes, e o cara recebeu o respeito de grafiteiros de todos os lados do mundo. Poucos caras tentaram fazer isso, o que torna o feito de Lewy histórico.
Pioneiros do graffiti se juntaram ao artista Roberto Matta para criar essas obras da hora.
A volta dos reis dos anos 1980 e 1990. Se você não estava por lá naquela época, para ver os caras em ação. Agora é a sua chance. Lendas dessa época voltaram em 2012.
As pinturas nos vagões de metrô. Já que o nova-iorquinos passam tanto tempo embaixo da terra, pelo menos, eles podem conferir essas imagens da hora.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Caçamba - SP, Evento de Sábado, dia 08/05


A tarde de sábado na Rua Estados Unidos, 2087, no Jardins, mais especificamente na loja de decorações Micasa, foi no mínimo, inspiradora e muito criativa. Diversos artistas reuniram-se para pintar mini caçambas, daí o nome do evento, “Caçamba-SP”.

Nosso grande destaque foi Artista Jey. O graffiteiro patrocinado pela New Era, mostrou todo o seu talento, e além de inovar em sua caçamba, grafitou um Cap New Era na frente de todos os convidados. A sua obra de arte foi bastante requisitada, além de ser uma das primeiras a ser vendida.

Essas mini obras de artes, podem ser adquiridas na Micasa.

Vale a pena conferir toda criatividade dos artistas, transformada em arte nas mini caçambas.

Confira fotos do Evento:











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